Os esquimós, povo que habita as terras árticas, compartilham o mesmo habitat natural com o urso polar há milhares de anos. Além de caçar esses carnívoros para utilizar sua carne e sua pele, esses populações do hemisfério norte assimilaram, ao longo dos séculos, muitos hábitos do urso polar na luta pela sobrevivência pegar as focas, descolar-se na superfície gelada e construir casas que protejam do rigoroso frio do ártico.  Abater um urso polar é uma das maiores provas de coragem para os esquimós. Ajudado pelo seus cães e empunhando apenas uma rústica lança o caçador do Ártico enfrenta esses temíveis predadores. Os esquimós possivelmente aprenderam a construir os iglus (cabanas de gelo) observando as tocas ou cavernas que o urso polar escava na superfície congelada. A pele do urso polar constituí o melhor meio de proteção contra o frio polar. Esse tipo de agasalho é muito comum entre os esquimós e até hoje os cientistas não conseguiram produzir um vestuário sintético capaz de aquecer o corpo humano tanto quanto a pele desse enorme animal.

Muitos esquimós ainda caçam o urso polar de acordo com o método empregado por seus ancestrais. Mas hoje os caçadores usam também o trenó, binóculos e armas de fogo, instrumentos bem mais eficientes para abater esses grandes e perigosos carnívoros. Segundo uma antiga lenda esquimó, o caçador que abate um urso polar de cuitar a sagacidade e a força desse animal, colocando o crânio da presa na janela da casa.  

 

 

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